Os professores e funcionários administrativos (merendeiras, inspetores de alunos, entre outros) das escolas estaduais do Rio de Janeiro entraram em greve nesta quarta-feira (17). A greve foi aprovada na assembleia geral realizada dia 11 de maio. A categoria reivindica, como pauta principal, a implementação do piso nacional do magistério para os docentes e o piso dos funcionários administrativos, tendo como referência o salário mínimo nacional.

Nesta quinta-feira (18), a categoria realiza assembleia, às 14h, no Largo do Machado (Zona Sul da capital), em seguida, marcha ao Palácio Guanabara, onde reivindicará ser recebida pelo governo.

A conselheira Estadual do Fundeb, Odisséia Carvalho, disse que a categoria não vai se conformar com a proposta do Governador Cláudio Castro, que abrange apenas 33% dos profissionais aposentados e 42% dos professores da ativa sejam contemplados com o piso nacional.  “Esse piso é para valorização dos profissionais da Educação”, disse Odisséia.

Questionada sobre a greve, a Secretaria Estadual de Educação disse que o Governo respeita a decisão da categoria:

O governo respeita a decisão de greve dos profissionais da Educação. Caberá aos órgãos de justiça verificar sua legalidade.

A Secretaria de Estado de Educação enfatiza que o aumento concedido pelo governo é o pagamento do piso nacional no vencimento base para todos os cargos e níveis do magistério que não recebem o valor correspondente ao piso nacional de 4.420,00 para professores de 40h. Essa era uma reivindicação antiga da categoria, já que o piso nacional não era pago desde 2015.

A medida terá um impacto significativo para quase metade do funcionalismo. O Professor Docente II, por exemplo, que cumpre 22h semanais, terá reajuste de 116%, passando de R$ 1.125,55 para R$2.431,30, e, no caso de professor Doc II, 40h, que hoje recebe R$2.251,11, irá ganhar R$4.420,00 _um acréscimo de 96% no vencimento.

Desta forma, nenhum professor da rede estadual de ensino ganhará menos do que o piso nacional.

Quanto ao plano de cargos e salários, não há disponibilidade orçamentária e financeira no momento para aplicação do mesmo, já que o Estado do Rio de Janeiro encontra-se em regime de recuperação fiscal.”, disse a nota do Governo do Estado.

O Governo também informou que 96% dos professores se manteve trabalhando nesta quarta (17).

Trezentos de trinta professores nomeados para a rede estadual
No primeiro dia da greve, o Diário Oficial do Estado publicou a nomeação de 337 professores classificados nos concursos promovidos pela Secretaria de Estado de Educação em 2013 e 2014. Os profissionais ocuparão os cargos de Professor Docente I – 18 horas e Professor Docente I – 30horas.

“Investir na educação de qualidade voltou a ser prioridade no Rio de Janeiro e a contratação de bons profissionais é a base para isto. Manter os jovens em sala de aula é a garantia de desenvolvimento e de uma sociedade mais justa e com qualidade de vida no futuro”, disse Cláudio Castro.

Os professores, inclusive, já participaram do Programa Integração e Acolhimento dos Novos Servidores. A iniciativa tem como objetivo apresentá-los à estrutura da Secretaria de Educação, aproximar os docentes da pasta e, ainda, disponibilizar informações gerais sobre a rede.

Para a secretária estadual de Educação, Roberta Barreto, a chegada dos novos professores, autorizada pelo governador Cláudio Castro, é fundamental para garantir o acesso e a permanência dos estudantes em sala de aula.

“Recebemos esses novos professores com a certeza de que eles vão contribuir efetivamente para o crescimento da qualidade de ensino e das oportunidades que nossos jovens terão. Acreditamos que a Educação seja um portal de transformação para a melhoria da vida da população”, afirmou Roberta Barreto.

 

 

Fonte: Terceira Via

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