A 1ª Vara Federal de Campos determinou o bloqueio de bens de diretores da Santa Casa de Misericórdia de Campos, na casa dos R$ 3 milhões. A denúncia que levou à decisão surgiu a partir de um “suposto esquema fraudulento para desvio de verba milionária” envolvendo a empresa LVR Materiais Hospitalares Ltda, com sede em São João de Meriti. O embargo de declaração ainda aponta que a empresa está envolvida diretamente em suposto esquema de fraudes em licitação, além de esquema eleitoral de um candidato a vereador, neste pleito, fora de Campos. A ação partiu do Ministério Público Federal, já o despacho é de 20 de setembro.
A denúncia partiu da direção financeira da Santa Casa ao Ministério Público Federal, que aponta que teriam sido feitas aquisições de equipamentos com preços acima do mercado. Material que não teria sido entregue à unidade hospitalar. Quanto a LVR Materiais, segundo a sentença, a empresa também estaria envolvida em outros esquemas fraudulentos, além de amargar prejuízo líquido que ultrapassa os R$ 618 mil; ou seja, envolvendo mais da metade do seu capital social que está na casa dos R$ 1,2 milhão.
O trabalho de inteligência da Polícia Federal ainda chegou ao endereço da suposta empresa, que funciona como comitê eleitoral, no Centro de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Pelo embargo, o juízo bloqueou, através da liminar, a indisponibilidade de bens imóveis, veículos e valores depositados em nome de Maurício Carvalho Piaciaba, Manoel Corraes Neto, LVR Materiais Hospitalares Ltda, Elcio Angelo da Rocha e Cleber Gloria Silva.
Fonte: folha1
