É tempo do Botafogo, o mais novo campeão da Libertadores. E quis o destino que o grande nome dessa conquista histórica – e dramática – fosse o dono atual da mítica camisa 7, Luiz Henrique, eleito o melhor jogador da competição. O atacante, com a aura de Garrincha, Jairzinho e Túlio Maravilha, colocou a final no bolso com um gol e um pênalti sofrido (e convertido por Alex Telles), para levar o Glorioso à vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-MG, mesmo com um a menos desde o primeiro minuto, no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. Vargas diminuiu e Júnior Santos, no último lance, fechou o placar para se coroar como artilheiro da competição e nome importante nas primeiras fases, até se machucar.

Nunca o hino que diz “foste herói em cada jogo” fez tanto sentido numa equipe que era favorita, mas se viu com apenas 10 jogadores. A expulsão mais rápida de uma final de Libertadores, de Gregore, por acertar as travas da chuteira na cabeça de Fausto Vera, no meio de campo com 29 segundos, deu ares de drama. Só que foi aí que entrou a qualidade do trabalho de Artur Jorge e a entrega do grupo.

Até na maior adversidade é 'Tempo de Botafogo'

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