A eliminação do Flamengo na fase de oitavas de final da Copa do Brasil quebrou a sequência de oito edições do torneio chegando, no mínimo, às quartas. De 2017 até hoje, foram dois títulos (2022 e 24), dois vices (2017 e 23), duas semifinais (2018 e 21) e duas quartas (2019 e 20). A última vez que foi eliminado nas oitavas da Copa do Brasil foi em 2015, nos playoffs com o Vasco. No ano seguinte, o time saiu ainda na segunda fase, caindo no duelo com o Fortaleza, então representante da Série C.

Isto posto, a atuação do time no 1 a 0 sobre o Atlético-MG na Arena MRV foi melhor do que o esperado. A escalação de três jogadores de mobilidade (Wallace Yan, Cebolinha e Plata) no encaixe com Pedro, em vez de um meia articulador, fez do Flamengo um time mais alinhado à ideia da imposição. Mas a eliminação na cobrança de pênalti mal calibrada por Wallace Yan foi um duro golpe na autoestima.

Por mais que os rubro-negros se esforcem em torno da narrativa de que a prioridade é o título do Campeonato Brasileiro, a queda antes do previsto aumentou a pressão. O time que lidera a Série A recebe o Mirassol no Maracanã, amanhã. Mas, na semana que vem, começa a busca pela vaga nas quartas da Libertadores em dois jogos contra o Internacional, eliminado da Copa do Brasil pelo Fluminense.

TIME COPEIRO Essa classificação dos tricolores, aliás, estancou a turbulência nas Laranjeiras. E é impossível não a retratar sem ressaltar os R$ 355,02 milhões já arrecadados pelo Fluminense de Renato Gaúcho somando as premiações da própria Copa, do Mundial e da Sul-Americana. Sem John Arias, e com Thiago Silva e Ignácio machucados, o time se arrasta como pode, sem virtuosismo — mas com sobriedade competitiva. Isso gera otimismo para os jogos das Copas. O problema é que amanhã tem duelo com o Bahia, em Salvador, pelo Brasileiro.

SOB CONTROLE E, por falar em otimismo, o Botafogo, a exemplo do Corinthians, passou adiante na Copa do Brasil com vitória nos dois jogos sobre o Bragantino. E mesmo mergulhado no oceano de incertezas aberto com a crise no comando da Eagle Holding, de John Textor! Thairo Arruda, o CEO da SAF alvinegra, e Davide Ancelotti, o treinador, seguraram firme no manche da aeronave e agora tentam evitar que os jogadores se contagiem. Vejamos como se sairá no duelo deste sábado com o Fortaleza, no Castelão.

Fonte: Extra

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