A disputa por vaga na semifinal da Copa do Brasil mostrou na sua primeira fase das quartas de final um equilíbrio esperado. Porque, sem Flamengo e Palmeiras, times incrivelmente eliminados nas oitavas, não há muito o que possa distinguir os oitos que lutam pelo titulo e sua premiação milionária. Apesar do 2 a 0 do Cruzeiro sobre o Atletico-MG, em plena Arena MRV, os duelos seguem abertos para serem decididos no jogo de volta. Ainda com chance de dois cariocas entre os semifinalistas.

A derrota do Fluminense para o Bahia, pelo placar mínimo, ontem à noite, em Salvador, castigou o Fluminense — e imerecidamente. O time de Renato Gaúcho dividiu posse de bola, trocou o mesmo número de passes e foi igual no de finalizações. Perdeu para o quarto colocado no Brasileiro no erro de marcação aproveitado por Luciano Juba nos minutos finais numa chance parecida com a que Canobbio desperdiçou no final do primeiro tempo. Paciência. Rogério Ceni precisará de boa estratégia para segurar a vantagem no Maracanã. O time teve dificuldades para bloquear as transições ofensivas do Fluminense e esteve sempre muito perto de ter sua defesa vazada.

Clássico de iguais

Pelo que mostraram no 1 a 1 no duelo de ida, a diferença entre os times de Vasco e Botafogo pode ser menor do que se imagina. A simples entrada de Cauan Barros, volante competitivo e de boa qualidade técnica, deu condições para Jair exercer o “papel” de camisa 8, associando-se a Coutinho, Nuno e Rayan. Com isso, o Vasco de Fernando Diniz ganhou alma de Vasco e impediu que o Botafogo de Davide Ancelotti saísse de São Januário em vantagem para o jogo de volta, no Nilton Santos, no dia 11, logo depois da Data Fifa.

A formação da dupla de goleadores Arthur Cabral e Chris Ramos foi boa sacada do técnico alvinegro em função da ineficácia vascaína nas bolas altas defensivas. Mas a saída de Savarino não pareceu boa escolha. Artur não jogou bem, e a ausência do venezuelano no primeiro tempo sobrecarregou o meia Montoro na criação. Ficou a impressão de que Ancelotti queria mesmo era não ir para o segundo jogo em desvantagem por crer que no “tapetinho” o enredo será outro. O empate de quarta-feira, que para alguns vascaínos pareceu frustrante, não foi ruim para o Vasco. O time conseguiu intensidade, com e sem bola, e é isso será importante para os jogos do Brasileiro.

Fonte: Extra

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