Criminosos em fuga invadiram, na manhã desta quarta-feira (24), a Creche Municipal Acalanto, no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, durante uma operação da Polícia Militar. Eles se esconderam nos fundos da unidade antes da entrada dos agentes. Ninguém ficou ferido. Ainda na ação, uma janela da escola foi atingida por um disparo enquanto alunos eram levados para outra sala, seguindo o protocolo Acesso Mais Seguro, programa desenvolvido em parceria com a Cruz Vermelha que determina ações a partir da análise de condições de segurança.

— Por pouco, um bebê que estava na sala de descanso não foi atingido. As nossas escolas não podem ser transformadas em escudo ou rota de fuga de criminosos. Não podemos normalizar esses absurdos. A segurança pública precisa dar uma resposta à altura da gravidade dessa situação — diz o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha.

Outro caso recente aconteceu na Escola Municipal Professora Marisa Vargas Menezes, em Rio das Pedras. No dia 15 de agosto, durante uma aula de Educação Física na quadra, um menino de 7 anos foi atingido por uma bala perdida. Ele foi levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste. Segundo os médicos, o disparo entrou pelas nádegas e atravessou o corpo, saindo pela virilha. A criança passou por exames e recebeu alta após atendimento.

Somente neste ano, entre 5 de fevereiro e 15 de setembro, 508 unidades escolares foram obrigadas a suspender as atividades ao menos uma vez, seja para não abrir, atrasar o início ou antecipar o fim das aulas. Ao todo, cerca de 170 mil alunos foram afetados. Os dados são da Secretaria de Educação.

Programa Acesso Mais Seguro

A Secretaria Municipal de Educação, em parceria com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, implementa o Programa Acesso Mais Seguro em escolas da Rede Municipal de Ensino situadas em áreas impactadas pela violência armada. O objetivo é mitigar riscos, orientar a comunidade escolar e garantir protocolos eficazes para minimizar o impacto da violência armada no ambiente escolar.

O programa visa a garantir a continuidade da educação e a segurança de alunos e profissionais. A metodologia aplicada é ajustada de acordo com as especificidades de cada território e envolve planejamento conjunto entre educadores e a comunidade escolar.

Em caso de confronto armado ou operação policial, o protocolo estabelece que sejam feitos contatos, a partir das 5h da manhã, com os órgãos de segurança pública, visando buscar a melhor decisão possível em relação às aulas, no sentido de proteger a comunidade escolar.

Fonte: Extra

DEIXE UM COMENTÁRIO

Descubra mais sobre SÃO FRANCISCO 24hs

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading