Projeto “Lei da Biblioteca Espacial do Conhecimento” aprovado no Câmara Mirim 2025
Pedro encaminhou para a nossa redação a sua proposta de inclusão digital, confira o relato.
Meu nome é Pedro Henrique Vilela Souza, tenho 11 anos e sou aluno da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Francisco Coelho Ávila Júnior, em Cachoeiro de Itapemirim (ES). Venho, por meio deste texto, sugerir uma matéria sobre o meu projeto de lei intitulado “Lei da Biblioteca Espacial do Conhecimento – Conectando o Brasil às Estrelas da Ciência”, que foi aprovado para participar da 19ª edição do Câmara Mirim 2025, promovido pela Câmara dos Deputados.
O Câmara Mirim é um programa nacional de educação para a cidadania que reúne estudantes de todo o país. O objetivo é aproximar crianças e adolescentes do processo legislativo, estimulando o pensamento crítico e o protagonismo jovem. Os participantes elaboram projetos de lei e, após um processo de seleção, os autores das melhores propostas são convidados a viajar até Brasília, onde terão a oportunidade de apresentar, debater e votar suas ideias na Câmara dos Deputados, em uma simulação real de atividade parlamentar.
Neste ano, o evento acontecerá nos dias 29 e 30 de outubro de 2025, e contará com representantes de diversas regiões do Brasil.
Meu projeto foi desenvolvido com a orientação da Professora de Ciências Maria Juliana Araújo de Oliveira, e tem como foco principal levar ciência e tecnologia a todas as regiões do país, inclusive comunidades rurais e ribeirinhas, através da criação da Biblioteca Espacial do Conhecimento.
A proposta cria uma rede nacional de plataformas digitais e espaços físicos interativos, com acesso gratuito à internet via satélite, óculos de realidade virtual, kits de experimentos científicos, impressoras 3D e laboratórios de robótica. Esses espaços permitirão que estudantes, professores e moradores das comunidades possam vivenciar a ciência de forma prática e inclusiva.

Cada biblioteca contará com:
Um espaço maker, equipado com impressoras 3D e kits de robótica;
Uma sala de realidade virtual, com simulações de experiências científicas e viagens espaciais;
Uma biblioteca digital gratuita, com conteúdos de divulgação científica;
Oficinas presenciais e online sobre programação, inteligência artificial e engenharia.
Além disso, serão promovidos os Desafios Nacionais de Inovação, premiando estudantes, professores e inventores que criarem soluções para problemas reais de suas comunidades.
Os recursos para o projeto virão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), de parcerias com empresas do setor tecnológico e espacial, de acordos internacionais de cooperação científica e de doações com benefícios fiscais.
A inspiração para criar essa proposta veio da vontade de reduzir a desigualdade no acesso ao conhecimento científico e tecnológico. O Brasil possui grandes talentos e mentes criativas, mas muitas vezes essas pessoas não têm acesso a recursos tecnológicos que poderiam transformar ideias em inovações. A Biblioteca Espacial do Conhecimento representa uma oportunidade de inclusão científica, onde qualquer pessoa, em qualquer lugar, pode aprender, criar e sonhar com o futuro.
Recentemente, tive a honra de discutir o projeto e discursar na Câmara Municipal de Cachoeiro de Itapemirim, apresentando a proposta aos vereadores e à comunidade local. Foi uma experiência muito importante para mim, pois pude compartilhar a visão de como a ciência e a tecnologia podem transformar vidas e aproximar as pessoas do conhecimento.
Estou preparando para enviar ao jornal imagens e vídeos do projeto e da minha participação na Câmara de Vereadores, que poderão ser utilizados na matéria para ilustrar melhor o conteúdo e mostrar o envolvimento da comunidade com a iniciativa.
Acredito que essa pauta tem relevância educacional, social e inspiradora, mostrando o potencial da juventude capixaba e a importância da escola pública como espaço de formação de novos pensadores, cientistas e cidadãos conscientes.

