O Flamengo inicia hoje à tarde a caminhada visando a sonhada retomada do topo do mundo — a terceira tentativa em seis anos. A primeira, em 2019, no duelo com o Liverpool; a segunda, na virada de 2022 para 2023, na eliminação prematura para o Al Hilal; e essa agora, que começa na partida no Catar, contra o Cruz Azul, do México. Mas, ao contrário do ambiente criado em torno da participação do time dirigido pelo português Vitor Pereira na disputa daquela edição do Interclubes, no Marrocos, a missão do Flamengo de Filipe Luís é mais factível do que parecia nas mãos do próprio Jorge Jesus. E eu tento explicar.
É evidente que o jogo contra os heptacampeões da Champions da Concacaf não é tão fácil como parece. O fato de a equipe ter sido eliminada pelo Tigres na semifinal do Mexicano, no último sábado, não define o grau de dificuldade que o campeão da Conmebol terá neste chamado Clássico das Américas, em Al-Rayyan. No entanto, a experiência adquirida no Mundial de Clubes do meio do ano, e com o maior entrosamento dos jogadores contratados na última janela, o rubro-negro ganhou casca — virtude que o fez avançar nas eliminatórias da Libertadores, mesmo sem jogar um futebol encantador.
Além de o elenco oferecer maior número de atletas de qualidade superior aos que havia nos times de 2019 e 2023, é maior também o número dos que já disputaram outras edições do torneio da Fifa. E a experiência adquirida no Mundial do meio do ano foi importante até para o próprio Filipe Luís, vencedor no duelo com o Chelsea, campeão da primeira edição da competição, mas derrotado pelo Bayern de Munique por 4 a 2, em confronto em que o time se viu acuado pela marcação alemã. Em condições normais de temperatura e pressão, a maturidade do trabalho coroado em recentes conquistas há de fazer diferença.
