Uma operação conjunta da Polícia Civil, Ministério Público e Polícia Militar resultou, nesta quinta-feira (7), na prisão de 15 pessoas suspeitas de integrar um esquema de corrupção e tráfico de drogas dentro dos presídios Dalton Crespo de Castro e Carlos Tinoco da Fonseca, em Campos. A ação integra a segunda fase da Operação Clausura, que segue em andamento.
Do total de presos, seis são agentes penais. Os demais detidos são apontados como traficantes ligados ao fornecimento de drogas e à logística criminosa dentro e fora das unidades prisionais. Durante a operação, pessoas foram presas em flagrante dentro dos presídios, com apreensão de anotações para o tráfico, entorpecentes, dinheiro, e medicamento mounjaro irregular.
Segundo as investigações, agentes públicos, detentos e integrantes do tráfico atuavam de forma organizada para facilitar a entrada de drogas, celulares e outros materiais ilícitos nas unidades. Ao todo, 12 pessoas haviam sido inicialmente denunciadas, número que aumentou após o avanço das diligências e novas provas reunidas.
A Operação Clausura teve início após a morte do ex-policial penal Marcelo Aparecido de Lima, assassinado em uma emboscada no dia 8 de abril do ano passado, em Campos. De acordo com a Polícia Civil, ele seria um dos elos entre traficantes externos e o esquema criminoso instalado dentro dos presídios. A suspeita é de que sua atuação tenha motivado o homicídio.
A partir da análise dos dados de aparelhos celulares da vítima, ficou demonstrada a existência de um grupo criminoso que, atuando com estrutura hierárquica definida e divisão funcional de tarefas, se associou para traficar drogas e permitir a entrada e a venda ilegal de celulares nos dois presídios.
O delegado Ronaldo Cavalcanti, responsável pela investigação, afirmou que a segunda fase da operação foi deflagrada para cumprir novos mandados de prisão e aprofundar as apurações sobre a atuação da organização criminosa.
“De posse do celular, a gente extraiu dados, onde a gente pôde verificar que havia uma rede de corrupção de servidores públicos, policiais penais, com fornecedores do tráfico de drogas e mais detentos do sistema prisional, que fazia a traficância ilícita dentro do sistema prisional. De posse dessas informações, a gente concluiu o inquérito, concluiu a investigação, representamos pela prisão e busca e apreensão”, afirmou.
“A ordem também do juiz era de apreensão das armas dos policiais, documentos funcionais, coletes, enfim, e eles estão afastados também do cargo temporariamente. Então, em diligências, na casa de custódia, foram localizados alguns medicamentos com venda não autorizada e também drogas, então os proprietários do material se acusaram e foi feito alto prisão em flagrante também em face desse”, completou.
Além de Campos, agentes também cumpriram mandados em cidades como Rio de Janeiro, Rio das Ostras e Cabo Frio. As equipes continuam realizando diligências e a expectativa é de que o número de presos possa ser atualizado ao longo do dia.
Fonte: J3 News
