Daqui a duas semanas, a seleção brasileira inicia sua caminhada na Copa do Mundo de 2026, na América do Norte, em busca do tão sonhado hexacampeonato. Para essa missão, o técnico Carlo Ancelotti conta com dois dos melhores zagueiros da última temporada europeia: Marquinhos e Gabriel Magalhães. Mas, antes de se juntarem com a camisa do Brasil, os jogadores de PSG e Arsenal, respectivamente, serão adversários na final da Liga dos Campeões, hoje, às 13h (de Brasília), na Puskás Aréna, em Budapeste.
A trajetória de ambos até a decisão ajuda a explicar por que eles se tornaram nomes incontestáveis no time de Ancelotti. Marquinhos e Gabriel foram os pilares defensivos de seus clubes na campanha da Champions.
O zagueiro do PSG cresceu, principalmente, quando a competição foi para o mata-mata, especialmente nos confrontos contra o Liverpool, nas quartas de final, e o Bayern de Munique, na semifinal, quando fez partidas consistentes. Ao todo, foram 14 jogos no torneio, com duas participações em gols e 61% de eficiência nos duelos. Marquinhos também tem 4,8 ações defensivas por partida na Liga dos Campeões. Mas seu papel na equipe vai além dos números: o brasileiro de 32 anos é o líder do elenco desde que assumiu a braçadeira, em 2020, e personifica o período mais dominante do PSG na França.
— Marquinhos é o capitão e o jogador que mais vezes atuou pelo PSG. É um ícone, uma lenda do clube. E, se conquistar a Champions pela segunda vez, será a maior lenda da história do clube — afirma o jornalista francês Hugo Delom, do L’Équipe, que acompanha de perto o PSG.
Com 41 títulos conquistados na carreira (38 pelo time francês, um pelo Corinthians e dois pela seleção brasileira), o defensor pode empatar com Daniel Alves como brasileiro com mais troféus na história do futebol. No geral, ficaria atrás apenas do argentino Lionel Messi, do Inter Miami, que tem 46.
Do lado inglês, se o Arsenal está na decisão da Liga dos Campeões depois de 20 anos, muito do mérito é do sistema defensivo, comandado por Gabriel Magalhães. O brasileiro de 28 anos chega à final consolidado como um dos melhores zagueiros da temporada europeia e peça-chave no esquema do time.
A prova disso é que o Arsenal sofreu somente seis gols em todo o torneio. Considerando apenas o mata-mata, são dois gols em seis confrontos. A missão de Gabriel em Budapeste, no entanto, é mais ingrata: terá que parar o potente ataque do Paris, que balançou as redes 127 vezes na temporada (média de 2,3 gols por jogo).
Destaque pela força física e pelo aproveitamento nos duelos individuais, o brasileiro formou, junto do francês William Saliba, uma das duplas de zaga mais consistentes da Premier League e ajudou o Arsenal a recuperar protagonismo nacional e continental. Na Premier League, os Gunners sofreram somente 27 gols.
Gabriel também contribui ofensivamente em jogadas aéreas e bolas paradas, um dos pontos fortes do Arsenal de Mikel Arteta, que pode ser decisivo na final de hoje. No total, ele tem nove participações em gols em 50 partidas de 2025/2026.
Mesmo com a Copa do Mundo batendo à porta, o foco principal dos jogadores de PSG e Arsenal — que até o momento têm 30 convocados para o Mundial — é o título da Champions. Marquinhos assegurou que não vai “tirar o pé” por causa do torneio de seleções.
— Estamos falando da final da Liga dos Campeões, você não tem a chance de jogá-la todo ano. É muito difícil estar aqui. Há jogadores que trabalham duro e nunca chegarão à decisão. Nosso sentimento, nosso coração, está nesse jogo. A Copa do Mundo é extraordinária e muito importante, mas a final da Champions também é. Quero ganhar esse título e chegar ainda mais feliz, mais confiante em fazer uma boa Copa — disse o brasileiro ontem.
Depois do duelo de hoje, Marquinhos e Gabriel Magalhães — ao lado do atacante Gabriel Martinelli, também do Arsenal — embarcam para os Estados Unidos, onde vão encontrar os companheiros de seleção brasileira. A equipe disputa um amistoso no próximo sábado, contra o Egito, antes da estreia na Copa, dia 13, diante do Marrocos.
Fonte: Extra
