Os Correios desistiram de dar continuidade às negociações com representantes dos trabalhadores no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e apostam no resultado do dissídio coletivo, marcado a próxima segunda-feira (dia 21).
A Corte vinha mediando as discussões nos últimos dias, e diante da falta de acordo, o movimento sindical decidiu pela greve, que já dura oito dias.
No pedido de dissídio coletivo enviado ao TST a direção da empresa alegou a necessidade de controlar despesas em meios aos planos de reestruturação. Segundo a estatal, 89% das receitas dos Correios são direcionadas para o pagamento de salários e benefícios, o que tornaria a sua recuperação inviável.
Um dos pontos de consenso é o reajuste salarial de 4,35% pelo ndice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), retroativo a 1º de agosto. Um dos principais impasses são as mudanças proposta pela empresa no plano de saúde. A direção da empresa aguarda o desfecho da sessão, presidida pelo presidente do TST Vieira de Mello Filho, para melhorar o cenário e obter o empréstimo de R$ 7 bilhões de um grupo de bancos, com garantia da União. A paralisação afeta a qualidade dos serviços prestados pelos Correios.
As principais demandas da empresa:
- 1/3 de adicional de férias no lugar de 70%
- Horas extras na forma da CLT no lugar dos 200%
- Exclusão do abono (vale peru), visto que a empresa está gerando prejuízos recorrentes
- Retorno do registro de ponto eletrônico
- Retorno do cálculo de dimensionamento de unidades (demanda vs capacidade instalada)
- Retirada da condição de mantenedora do plano de saúde, com a manutenção de plano ainda com subsídio da empresa ao empregado. Na prática, a empresa deixa de correr o risco atuarial em sua totalidade, que representa provisões de quase R$ 600 milhões
Fonte: Extra
