O Porto do Açu, em São João da Barra, RJ, se firmou como o maior exportador de petróleo do país, superando o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis, operado pela Petrobras. Em 2024, foram embarcadas 25,3 milhões de toneladas de petróleo e derivados, o equivalente a 1,231 milhão de barris por dia — números que impressionam e demonstram a grandiosidade do complexo.
A excelente matéria publicada pelo jornalista Rafael Rosas, no Valor Econômico, em 29 de setembro de 2025, destaca como o porto, idealizado por Eike Batista e hoje controlado pelo fundo americano EIG, se tornou um verdadeiro hub logístico para o setor de óleo e gás no Brasil.
Apesar de registrar prejuízo contábil devido à amortização de financiamentos contraídos para construir o terminal, o Açu é operacionalmente rentável. Em pouco mais de 11 anos de operação, recebeu R$ 22 bilhões em investimentos da Prumo e da EIG. No segundo trimestre de 2025, a companhia registrou ganho operacional de R$ 194,2 milhões, praticamente o dobro do ano anterior.
O porto conta com o terminal T-OIL, capaz de receber navios do tipo VLCC, empresas especializadas em equipamentos e serviços offshore, e uma infraestrutura que atende toda a cadeia logística do petróleo, incluindo grãos, minério de ferro, fertilizantes e energia elétrica.
Em 2024, movimentou 77,4 milhões de toneladas de diferentes cargas e recebeu 7.353 navios, média de 20 embarcações por dia, consolidando-se como o maior porto em operação do país em número de atracações. Para 2025, a expectativa é ultrapassar 8.000 navios, mantendo sua liderança.
O Porto do Açu é um exemplo claro de como visão estratégica, investimentos privados e localização privilegiada podem transformar uma região e impulsionar a economia nacional. A matéria de Rafael Rosas captura isso com maestria, mostrando números grandiosos e a importância do Açu para o Brasil.
