Carlo Ancelotti começa a definir no treino de hoje a seleção brasileira da estreia na Copa do Mundo, sábado, dia 13, contra Marrocos, em Nova Jersey. O técnico precisa ajustar posicionamento do time entre meio-campo e ataque, e também testar a formação com mais um meia, que pode ser Lucas Paquetá ou Danilo Santos no lugar de Matheus Cunha; e Gabriel Martinelli no de Luiz Henrique.
E essa necessidade de melhorar a dinâmica do time não foi detectada no primeiro tempo da goleada de 6 a 2 sobre o Panamá. A seleção brasileira já havia demonstrado certa fragilidade, tanto nos 3 a 1 sobre a Croácia, como na derrota por 2 a 1 para a França, ambas em março. Na verdade, no 1 a 1 com a Tunísia, na data Fifa de novembro do ano passado, o padrão já não era o esperado, apesar da presença do trio Éder Militão, Rodrygo e Estevão.
O curioso é que na primeira partida sob a direção de Ancelotti, no 0 a 0 com o Equador, em Guayaquil, a seleção teve um meio formado por Casemiro, Bruno Guimarães e Gerson. O quarteto ofensivo (Vini Jr., Raphinha, Matheus Cunha e Martinelli) só estreou no 1 a 0 sobre o Paraguai, no jogo seguinte, em São Paulo. Ainda assim, nos 15 minutos finais lá estava Gerson no lugar de Vini Jr. Ou seja: a ideia do time com três volantes construtores não é nova.
Aliás, foi com Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá no lugar de Gerson que a seleção brasileira fez o melhor primeiro tempo com Ancelotti naquela derrota para o Japão, de virada, por 3 a 2. A meu juízo, por variados motivos, a atuação convincente com o quarteto ofensivo só vi nos 2 a 0 sobre Senegal, em novembro — mas com Éder Militão, Rodrygo e Estevão. Nos amistosos deste ano, com o corte dos três e sem tempo para treinar, o time perdeu consistência.
Vem daí a possibilidade de o treinador experimentar a formação com Lucas Paquetá e Gabriel Martinelli junto a Casemiro, Bruno Guimarães, Vinicius Júnior e Raphinha. Lucas Paquetá ficou fora de duas convocações no ciclo Ancelotti por questões extracampo; e Gabriel Martinelli jogou seis das 11 partidas nos últimos 12 meses — e sempre com eficácia! Danilo e Rayan se juntaram ao grupo em março, têm acrescentado, mas, por ora, surgem como opções.
Os dez dias de treinos moldarão a estrutura do time, com um ensaio repetitivo das estratégias de jogo para jogo. Vejamos.
Fonte: Extra
