De acordo com as investigações, os dois fazem parte de uma quadrilha que agia desde o ano de 2016 aplicando golpes envolvendo investimentos no mercado financeiro. Segundo a Polícia Civil, Gilson e Ana Cláudia eram responsáveis pela A.C Consultoria e Gerenciamento Eireli, que fez mais de 43 vítimas, com a promessa de retorno altíssimo e fixo para o investimento aplicado. Investigações também revelaram que uma outra empresa, a Gayky Cursos Ltda, foi criada pelos mesmos criminosos para dar continuidade ao esquema. ACESSE AQUI E VEJA VÍDEO DA PRISÃO 
Mesmo foragidos, existe a suspeita de que os dois continuavam aplicando golpes, mas no Paraguai. Segundo a Polícia Civil, a suspeita surgiu após informações de uma vítima. A investigação da 134ª DP em conjunto com o MPRJ conseguiu na Justiça o bloqueio online de valores disponíveis nas contas dos denunciados no valor de R$ R$ 1.964.815,96 milhões, incluindo criptoativos e moedas estrangeiras, para ressarcir as vítimas.
Segundo a delegada Natalia Patrão, que estava no Paraguai acompanhando a operação, os presos estão sendo encaminhados para Campos. Eles serão levados para a 134ª DP. 
A operação

A operação “Príncipe do Bitcoin” foi deflagrada no dia 25 de outubro, com cumprimento de seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, sendo cinco no total. A investigação é conjunta entre a 134ª DP e o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ). No dia 28 de outubro, Gilson Ramos Vianna foi preso. Segundo as apurações, Gilson integrava a área de tecnologia da informação da organização criminosa. Ele atuava simulando contas e fazendo a captação de clientes que seriam vítimas do crime. A investigada Ana Paula Contildes Marinho, de 21 anos, segue foragida.

Entenda o esquema
Com a promessa de investimento em criptomoedas e retorno financeiro de 15% a 30% ao mês, a empresa inicialmente abria contas para os investidores e realizava as aplicações no mercado financeiro por meio das chamadas contas “copy”. Como sugere o nome, é uma cópia de outra conta, que permitia aos criminosos realizarem investimentos, incluindo compras e vendas de ativos. Inicialmente, os juros dos investimentos eram pagos, de modo a dar higidez ao trabalho desenvolvido pela A.C. Consultoria.

Após a celebração de diversos contratos, a empresa emitiu uma nota oficial comunicando que todos os contratos seriam rescindidos e os valores referentes aos mesmos seriam pagos em um prazo de 90 dias (a partir de 01 de dezembro de 2021, data da “Nota Oficial”), o que não foi cumprido. Investigações do GAECO/MPRJ também revelaram que uma outra empresa, a Gayky Cursos Ltda, foi criada pelos mesmos criminosos para dar continuidade ao esquema.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Descubra mais sobre SÃO FRANCISCO 24hs

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading