Carlo Ancelotti não é dado a compartilhar ideias e planos. Define os valores essenciais para a montagem do trabalho e deixa que o campo lhe entregue as respostas conceituais para a formação de times competitivos. Assim consegue o respeito dos jogadores e está sempre mais próximo da eficácia coletiva.

Por isso, não acredito em muitas mudanças na seleção brasileira que enfrentará o Chile, amanhã à noite, no Maracanã. Porque, ao menos, sete jogadores dos atuais convocados já formam a base trabalhada para a Copa do Mundo: Alisson, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Casemiro, Bruno Guimarães, Paquetá e Raphinha.

Grosso modo, se tivessem sido convocados, poderíamos incluir Éder Militão e Vinicius Junior nessa base, jogadores que fizeram parte do seu melhor Real Madrid. Rodrygo, que alternou bons e maus momentos, eu já não garantiria na base titular. Hoje, está abaixo de Raphinha, e sob a eterna sombra de Neymar.

Diria, portanto, que três vagas ainda estariam abertas: as duas laterais e a posição de centroavante. E descobrir as melhores opções será a missão do técnico até a estreia da seleção na Copa do Mundo do ano que vem, nos Estados Unidos. Não há, hoje, nomes consolidados em nenhuma dessas posições.

Caso mais grave é o preenchimento das laterais

Há algum tempo que o time sente a falta de nomes estratégicos nessas posições onde o Brasil já teve, para não ir longe, duplas como Jorginho e Branco (1994) e Cafu e Roberto Carlos (1998, 2002 e 2006). Ou seja, há quase 20 anos não temos laterais determinantes.

É claro que Daniel Alves e Marcelo tiveram brilhantes carreiras no futebol europeu. Mas, na seleção e em Copas do Mundo, deixaram a desejar. E olha que o primeiro esteve em três edições e o segundo, em duols na última Copa, um a mais que Neymar e Coutinho em 2018, jogadores que não ocupam a pequena área. No Mundial de 2014, o próprio Neymar foi artilheiro da seleção com quatro gols — maior número desde os oito marcados por Ronaldo em 2002.

Richarlison está neste gas: Daniel em 2010, 2014 e 2022; Marcelo em 2014 e 2018. Sendo que, quando alinharam juntos, em 2014, foi aquilo…

Posição de goleador é um outro calo

Richarlison fez três grupo, mas as fichas agora estão com João Pedro, hoje no Chelsea, e Kaio Jorge, artilheiro da Série A, com 15 gols. Ambos têm 23 anos e carregam no DNA a vocação de artilheiro. Vejamos…

Fonte: Extra

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